Das noites...
Elerê Eis que chega a noite linda a filtrar-te em seus fios... Chega mansa, sorrateira, enovela os cabelos, traz a mancha do outro dia. Esparge em sons difusos, notas, pedidos e entremeios. Recorta teus lábios, cai-te à testa, ensombrece, enriquece. Tranqüila, de olhar sombrio, avança de primeira, em instantes: altaneira. Pontilhada de agulhas, são as farpas do derradeiro, é festa agora, chega ligeiro! Toma teu assento, busca, no firmamento, a resposta da perene pergunta. Enobrece teu instinto, dá vazão; enternece-te, então... é noite... Mais uma, gentil, cumprimentando em seu semblante, fazendo versos... É o poeta errante... é a música certeira, são seus passos acobreados... Um deixar-se de se perder, em breus, metades, partes. Olha bem! O fulgor tange, os brilhos clamam... é a noite do meu bem! k.t.n. Eis que a noite chega e traz, na melhor hora, seus anseios. Enovelados em pertences de terceiros, agrupados em papéis esparramados. Nessa hora de Ave-Maria, em que o crepúsculo desarma ...