sexta-feira, 22 de março de 2013

Rosas

Às vezes as rosas são tristes encarnadas na dor.
Espoucam nos vasos artífices e jorram com o nosso amor.
O gelo na água não basta ao calor que exala o perfume.
Preciso de tua mão segura carregando feixes de rosas maduras.

Orvalhadas, despetaladas, ou densas rosas vermelhas-rubras.
Solapam os meus dias, tristes fardos, saudades intensas desmantelam-me nua.
Ficam aromas e insetos coroando tais negrumes e queixumes.
E onde a alegria bate o pino Sol desmantela-se em feixes

As escamas dos peixes, pés de sereia, mulheres de areia.
Na porta da casa chega, de mansinho, o teu hálito negro.
As negras rosas do vaso curavaram-se em pétalas chorosas.

O incontido do vale espesso inda diz da aurora fugidia
Das maçãs encontradas próximas o clamor de mãe e mulher.
As rosas lindas de outrora despetalaram-se nessa hora.

k.t.n. in rosas tristes.

3 comentários: