domingo, 2 de março de 2014

Cascatas




As cascatas de flores pentearão meus cabelos. 
Sobrando ligeiras sobre os ombros.

Faceiros meninos roçando nos pelos dos olhos. 
Cílios pingentes tocando arrepios. 

Sobrancelhas sorvem olhares latentes. 
E os fios plátanos de flores pingando. 

Latejando, gotejando, desfiando sabores. 

São cores meninas, furtivas, esguias. 
Arrepiam e dão imagem ao divino e celestial. 

São fraldas largadas ao vento. 
Lenços de cambraia e estiletes abertos. 


Chora! 

A alma do poeta! 
A sobremesa indigesta. 

O que era dor e não se equilibrou no amor.


k.t.n.*&