sábado, 15 de fevereiro de 2014

Ao vento sementes em folhas



 Força de avião no assombro/

Assovios da estação/

Sempre sorridente entre dormentes/

Navios ancorados folhas e sementes/

Palmeiras levando tapas/

Hora de andaimes jogados/

Partidos acabados levados ao cabo/

dentes/

Folhas, sementes, inocentes/

Levam ao acaso o carinho/

Ninhos de serpentes jubilantes/

Trens partindo fumaça/

Ligeiras no pão que não assa/

O ferro, o aço, o estandarte/

São broas de trigo, farinha de milho/

Pólen regado caído à beira do rio/

Que passa, passa e passa dormente/

Como trens triturando trilhos de Bárbara Lia!






 Hoje sinto-me assim:

esgotada, triturada, de alma lavada e penada,
como faísca que acende e morre,
lentamente, no seu fogo.



k.t.n.* in dormente

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