domingo, 6 de março de 2016

Triste assim...


Às vezes, bate uma tristeza de tão triste, triste assim.

Tão quieta e parada, torcida nos músculos do peito.

Irmã gêmea da dor, pusilânime se aquieta dentro.

O silêncio por irmão, a alma parada, entorpecida.


Este sino que não bate compassado, esta hora tardia.


De uma voz que morre-enterra quimeras e luares.

Não há música, nem colibris, pálidos pardais cinzas.

Uma bagatela de soldados de chumbo caminham



P A R A L E L O S


E a noite, irmã mais velha, chega sorrateira e negra.

Envolve as músicas dos vizinhos, o sertanejo canta.

Aquela estrofe continuada, martelada, ritmada.

O terno olhar se estende e dobra num sono morno.

Pernas encolhidas, dentes cerrados hora de adeus.

Uma longínqua espera do candelabro dourado,




suspenso em auréolas A M A R E L A S ..,

Um ouro quente adocicado e a harpia toca

E o sino tange, a missa reza, o homem sangra, a pele estica e enruga num



v a i v é m - m e - v a i - e - v e m - - -



Tão fácil colocar num vaso arlequinal, preencher de bolhas

Uma flor e observar o cuidado de quem pisa de mansinho,

Sobre as folhas.


k.t.n. in deserto

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