domingo, 6 de março de 2016

Haja primaveras de março!



Março,

Chegou com um gosto de terra

E chuva hasteada nas plantações

Vento ligeiro perpassando pernas

Arranhões no asfalto

Legítimas vontades!

Águas e março,

Já sabia o poeta maior.

Levando paus e pedras,

Oscilação de varais.

Noturno gela as fímbrias forças dos pés

Convite soturno ao acasalamento

Deitado em açoite de faca e fuzil

Diurno penitente clama o sol,

Que atende formando arco-íris, arrebol.

E uma paixão acende pedindo açucenas.

Onde nesta estação?

Azulejar muros, cantar canções, esperar.

cMaior mês inicial marca alegre sorrateiro

Mudanças extensas, figueiras, cromos e saladas.

Deixemo-lo navegar em suas águas.

Corramos ao seu encalço descendo enxurradas.

Façamos o contraditório dia-noite intervir

Na vida das pessoas que sobreviveram a Março,

Marco plural, cheirando à Marte, vermelho e enxofre.


k.t.n. in meses cheirando náuseas

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