domingo, 14 de fevereiro de 2016

Fora de rota!



Fora de rota, fora de circulação
Fora dos eixos, das atualizações.

Tudo antigo e efêmero como a gota d'água que se perde no Oceano.
O vazio, imenso, intenso, esburaca, esbugalha olhos.
Arranca suspiros cansados, mesmo quando a noite é de Carnaval.
O que circula no sangue, nas veias inchadas, nos pés calosos.
A linfa que escasseia, torna-se noturna, entope canais.


Aonde quer que vá!
Aonde quer que vá!

Sem bússola, sem direção, pensamento roto.
Sem fala, sem vocação, sentimento morto,
Não venha ressuscitar, nem me falar.

Não ouço.

Não vejo!

Não falo!

Foi-se o tempo... foi-se... passou, não circula mais.


k.t.n. in adeus.

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