sábado, 14 de novembro de 2015

Minas não há mais!


A lama de Minas Gerais sorri para nós.
Metáfora de um Brasil que ri dos seus.
Dor das perdas imensas anos sem fio.
O rio, o rio, o rio que era Doce.
Escorre e serpenteia até o Oceano...
Deixa-nos aturdidos diante da Real
Quanto tempo se escondeu?
Quanto doeu? Esfacela aos nossos olhos.

Triste sina Mariana, meninas Marinas.
seus filhos peixes soterrados.
Mumificados ante a bestialidade.

Ó filhos de Minas, coração do Brasil.
Terra de Drummond, Adélia e Adriana.
Inconfidentes teus filhos tremem.
Nunca mais.
O rio é doce e morre no mar.

k.t.n.&*


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