sábado, 21 de novembro de 2015

Fora de ordem.



A mulher que passa,
levou o seu pensamento.
A mentira da mulher que passa,
levou o seu juramento.

O homem que nunca passou,
 machucou-se em pregos e cercas.
A dor do homem inerte,
esvaiu-se em sangue que não jorrou!

A pisada mais forte ficou no sapato,
na sola da prensa no chão
Embaixo espinhos e tocos.
Cimentos e cal espalhadas.

A mulher levou o nosso pensamento,
passou e não voltou!
A verdade da mulher que passou,
não era mais que ilusão.

Tantos os engodos
 os anjos enganados!
A tola que se foi,
e a tolice que ficou,
empataram no ar de abril.

Era um tempo de gerânios,
de cumes e cuspes mil.
Um ar primaveril,
fora de ordem, fora de jeito.

O homem passou! A mulher passou!
Que é do tempo que ficou?!

k.t.n.*& 

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