quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Das línguas sibilantes!



Há silêncios que ensurdecem. Terríveis em gritos. Ódio aos silêncios perversos, premeditados. Ódio ao que fecha a sua boca na soberba e no orgulho! Estúpido o homem que se cala em demasia. Verme rastejante observador das falhas alheias. Bem-vindos os dotados de línguas cheias, saboreiam salivas, cospem sílabas, compõe hinários de palavras! Sejam chucros, ou dotados, douram no palavrear o gosto soberano da vida!

 Bendita palavra! 

&@&$

k.t.n. in arrefece!

2 comentários:

RICK DAIHA disse...

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=934359559948378&set=a.903896302994704.1073741838.100001230290453&type=3&theater

RICK DAIHA disse...

** LÍNGUAS **
( I - POEMA LINGUARUDO )
( II - TAGARELANDO )

: este é um poema linguarudo, tagarela, não pára de falar ...

I - * POEMA LINGUARUDO *

Línguas sabidas
Bem serelepes
Tal qual moleques
Travêssas na boca

Línguas felinas
Bem femininas
Pousam nas minhas
De leve, traquinas

Línguas macias
Línguas carnudas
Línguas falantes
Com gosto de uva

Línguas lambidas
Bem mordiscadas
Úmidas, molhadas
De muita saliva

Línguas gostosas
Tem línguas prosas
Línguas ferinas
Línguas cruéis

Línguas malditas
Línguas bondosas
Tem línguas ditosas
E línguas maldosas

Línguas lascivas
Com gosto de mel
Línguas faceiras
E línguas de fel

Línguas eróticas
Muito exibidas
Há línguas tímidas
E as descontraidas

Língua de sapo
Que nem bem é língua
Língua de trapo
Língua atrevida

Língua melosa
Sensual língua
Língua estrangeira
Na minha língua

Língua de fogo
Língua ardida
Língua mordida
Mordida na língua

Língua dos anjos
Língua na língua
Beijos de língua
Só da tua língua !

- Ricardo Daiha -

... e, como eu já tinha dito antes, no início, que este é um Poema Linguarudo, sempre em andamento, em construção:

II - * TAGARELANDO *
( ... de LÍNGUAS - POEMA LINGUARUDO )

E no céu da boca
Nas nuvens da língua
Secura nos lábios
Áspera língua

Molhada, lambida
Com gosto de língua
Mel e perdigoto
Enxague saliva

Língua sedenta
Com sêde de língua
Língua sorvida
Sorvete de língua

Língua vermelha
Versejante língua
Língua que esguelha
Pela minha língua

E de todas as línguas
Que fazem caretas
Que falam de dor
Ou teimam em ser prêsas

A tua língua
Tem melhor sabor
São sempre surprêsas
Tem gosto cor

Bem lânguidamente
Beijo a tua língua
Pois nada é melhor
Nem mais gostoso

Que um beijo de língua
Bem saboroso
Que ter a minha língua
Na tua língua

Língua de amor.

- Ricardo José Daiha Vieira -