quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Furacão

Saudades doem mais do que olho cego em furacão
Aninham-se num lugar chamado peito e adoece
Pertencem aos sentidos graves das foices
Torna o passo lento uma vaguidão inespecífica

Um caldo grosso que de vez em vez entorna
Pacientes e calmas como o andar de uma serpe
Esperam e bebem lentamente nosso licor
 

São saudades sentidas e sós!
Um pouco mais e viram nós.

Amoreiras ressequidas pelo vento imberbe
Sorve as forças, liquida o tempo, paralisa e ferve.

Doidivanas carecem remédios e auscultação
Fervem! Seja Janeiro, Março ou Fevereiro!

Os lugares sujos contemplam luas brancas
Em nome das saudades, das torpes e tiranas!

k.t.n. in eu saudade

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