sábado, 27 de dezembro de 2014

Partiu, silêncio!

Deus perdoe, mas a lua precisa de paz.
Namorar e descansar.
Deixar seus lagos em açudes parados, quietos.
O brilho ofuscado, silente e frio.
Não ouvir os chamados intensos e fervorosos.
Dos namorados e vazios pedidos.


A lua só precisa dela.
De fio de prata, fino e longilíneo.
Que a leve ao centro terrestre.
Onde a lava e o vulcão dormem.


Esta lua sextavada, cultivada e arenosa.
Busca suas curvas, seus sinuosos sentidos.
Nas bordas da lua branca a ponta da minguante.
Nas torpezas da lua cheia, crescente e nova.
Lua, a que sangra em fios silentes.
Recorta um céu anil, noutra ponta cinza sutil.
Pede, roga, clama: _Deixai em paz!
Porque só é enamorada.

k.t.n.

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