sábado, 30 de agosto de 2014

Sexta-feira de agosto!


Entrego-te as minhas forças.
E durmo até amanhecer!
Numa primavera forçada.
De ecos e melancolias.

Navego entre os cílios fechados.
Encosto a porta.
Deito as costas nuas.
Enxergo o passado entre nuvens.

O algodão dissolveu pássaros lacrimejantes.
Só essência, pó e mistério.
Uma tarde, apenas, de recolhimento.
Horas forjadas de esquecimento.

Deixo o remédio sobre o criado-mudo.
Ainda existem móveis assim.
Sobre a mobília exposta água em copo de vidro.
E as forças se espalhando pelo corpo entregue.

É tarde da última sexta-feira de agosto.

k.t.n.^&


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