Sexta-feira de agosto!

Entrego-te as minhas forças. E durmo até amanhecer! Numa primavera forçada. De ecos e melancolias. Navego entre os cílios fechados. Encosto a porta. Deito as costas nuas. Enxergo o passado entre nuvens. O algodão dissolveu pássaros lacrimejantes. Só essência, pó e mistério. Uma tarde, apenas, de recolhimento. Horas forjadas de esquecimento. Deixo o remédio sobre o criado-mudo. Ainda existem móveis assim. Sobre a mobília exposta água em copo de vidro. E as forças se espalhando pelo corpo entregue. É tarde da última sexta-feira de agosto. k.t.n.^&