domingo, 15 de dezembro de 2013

Cardume






Uma lágrima cai, porque o amor não veio.
Um sentimento dói, porque não se viveu inteiro.
Uma menina ri da própria sorte e do saci.
Não é mês de agosto, é mês de festa, quase janeiro.

Uma promessa e uma viragem, um passeio e miragem.
Fazem folia no olho d'água, viram espinhos sangrando a Cristo.
Tanta promessa, tanto olho visto, tanta espera, tanta mentira.
A irmã dos olhos grandes, salta ilusão e santa coragem.

Um por um os carneirinhos vão, os peixes buscam escamas douradas.
Encontram pelo caminho porteira, brandos espinhos, tatuagem.
O Sol e a Lua, num momento vão, olharam-se e confirmaram.
Dia de festa na floresta pode chorar que o olho não empresta.

Motivos à saudade vã, fútil e derradeira; seus olhos brincam
E de primeira sua mulher, então companheira, fugirá do altar.
A noite inteira, pegará espinhas dorsais e entalhes mil.
Chegará a ti pronta ao amor e o sentimento maior será inteiro.


k.t.n.* in festa derradeira
 


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