sábado, 20 de julho de 2013

Chuva e melancolia















Quanta melancolia! ... A chuva bate na retina/em retirada se vai/cantarolando sobre as pedras tenras/somente grãos de ervilha sedentos/ A pupila se dilata e se contrai./ Haja esferas nas tentativas/ O macarrão escorreu do prato./ O molho respingou./ A chuva bate!... / Estranho, é só chuva!/ Não há outro ruído, tudo o mais se foi./ Fechou-se o tempo./ Sentimento contido, bicho esquisito./ Nas esferas dos olhos salta pelas ruas./ Turvas./ Chuvas./ A mulher espera./ Sentada./ A rede a escolta de volta a casa./ Na ruela o som resvala pela fresta da janela./ O desassossego canta os pingos que cantarolam nas calhas./ Água sedenta que esparge./ Nada benta a serenidade dos dias./ Fantasia... 

k.t.n. in pingos.

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