segunda-feira, 22 de julho de 2013

As gramáticas




Não quero convenções gramaticais, 
rtografia de livretos, arrumadas, 
empilhadas em frases convencionais 
 e vocabulário cheirando a mofo.

Quero, antes, a linguagem dos falantes, 

dos que raciocinam, deliberam, articulam 
e se encontram no diálogo e partilha.

Fora os raciocínios prontos, 

frases feitas,
todos os sssS sibilantes, 'horroríferos'. 
Melhor um sonífero, 
abrir a barca afundada de Noé 
e imergir.

Que o chofer dê espaço ao motorista, 

ao frentista, 
sem as luvas brancas manchadas de sangue.

Antes o tinto da palavra, 

das letras simples e pungentes.






k.t.n.* in imitação de clowns de Shakespeare.

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