terça-feira, 2 de abril de 2013

Vértice Boreal

Sob o céu de anil, escrevi a minha face

Vertida sobre o oceano imenso.

Deitei os vértices dos meus olhos intensos.

Parti pétalas nos lábios,

Ah, estes sedentos!






Entreguei às estrelas partículas cósmicas

E ao astro Rei pulsações vermelhas.

Até o fim dos polos gelados

Gotejando farpas,

Mapeando óculos escuros.

No firmamento,

Faltam olhares de muros.



E norteando de Leste a Sul

Escrevi poemas e flores.

Deitei-me na rede estampada.

Delineei nova face,

Escura, dura,

Espreita e me cura.



k.t.n. in vértice boreal.

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