segunda-feira, 1 de abril de 2013

Arrebol



As negras e opacas choram.
Vermelhas diligentes tímidas choram.
Brancas europeizadas intumescidas choram.
Amarelas do Sol nascente, também, choram!

Mulheres dormentes em sonos nada profundos:
Desesperam-se!
Mãe de malditos, escravas do mundo!
Atiram-se!

No mundo ficam, enternecem, torcem rosários.
Sangrentos dias, comungam flechas em corações.
E despem-se.
A alma toca a pele nacarada, mas choram!

No arrebol da noite fria.
Ha hora da Ave-Maria, distanciam seu olhar.
Arrependem-se!
Esvaziam-se e já não choram!

k.t.n. in mulhe

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