terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Um GateeenhO!

  • Era uma vez um gatinho! Um não, dois! Dois não, três. Acho que foram mais de meia dúzia de gatinhos, perdi a conta. Bem vamos começar de novo a História: "Era uma vez um gatinho! De olhos bem abertos e brilhantes, lúbricos, atentos e mostrando indiferença. Encostava-se nos pés e pernas, enroscava-se. Tinha a estranha mania de se oferecer aos enroscos usando a calda e todo o corpo num adereço de sedução.

  •  Fazia festa e enrolava-se na malha imaginária do tricô e novelos espalhados pelo chão. Vendia seus dotes como dono da casa e espalhava cinzas, cruelmente, por onde passava.
     
  •  Emprestava seu ar enfastiado quando sentia que o peixe do dia perdera o sabor. Era exigente. A façanha desta criatura foi correr pelo quintal e descobrir lugares de plantas de jardim e correr pelo jardim descobrindo plantas perfumadas como frutas tropicais e mediterrâneas. Sim, seu faro se postava inconfundível entre os insetos e borboletas que visitavam o jardim e o quintal.

  •  Irrequieto e exigente pousava o felino as patas e espreguiçava-se sob o sol numa atitude de rei que recusou a coroa. Bem, mas isto são detalhes a mágica e alegria da História é que "Era uma
    vez um gatinho..."pousou seus olhos em outros olhos, soltando faíscas de reconhecimento e brilhavam, intensamente, afastando presságios e medos, corrigindo distorções de visão noturna
     
    Passeava pelos beirais, diuturnamente, emprestando a sua agudeza felina e impressôes de passos de veludo.

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