segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Remanso

Só não me cansa o chá.
De hortelã, de cidreira, de camomila, maracujá.
Chás não cansam.
Não me cansam os pequenos.
Os amenos.
Doces.
Sobremesas.
Chuva mansa, neblina e flor.
Flores despetalam, mas nÃO cansam.
Despejam aromas, sutilezas.
Não cansam.
O barulho do vento adormece e não cansa.
O remanso das águas nas vitrolas antigas sedentas,
não cansam.

Não me espere, que não cansa.

Não espero, isto cansa.

A letra fatigada cansa.

As palavras no pensamento distraem.

O pensamento volátil é borboleta pousando.

O firmamento descansa.

k.t.n.* entre flores, pintassilgos e brisas.


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