segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Centopeia fria


A centopeia passeou no meu teto e parede.
Deixou rastros.

O besouro pousou na testa da menina.
Deixou susto.

A libélula voejou em altos galhos.
Deixou pistas.

Abelhas se comportam em colmeias
Adocicadas.
Deixaram meles.

A pista falsa dos insetos se prenunciam.
Em alfabetos de letras raras.

A musa espera o momento
Anunciam.

Espertamente, o zum-zum-zum
Martelando
Do macaco-prego!

E a bicharada se esconde mato à dentro.
Alguns menos ajeitados espreitam,
Relento.

Insetos se reproduzem.
Formigas procuram afazeres,
Sobre a tua mesa abandonada.

Partículas de pão esfarelado.
Detritos de comida de antes-de-ontem
Quem pôs a mesa?

Não lavaram a louça,
Nem recolheram talheres.
Restou.

Enfileiradas sobem pela parede.
Alguns mosquitos se apetecem desta letargia.

Hora fria.
Da água na torneira da pia.

k.t.n.* in foco


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