sexta-feira, 25 de maio de 2012

Espelhos partidos enluarados


Há uma hora em que a poesia pede mais. Obedecemos. Contatamos a memória esquecida. Recortamos espelhos refletidos em sismológicos pedregulhos. Removemos pedras ao galgar montanhas. Chegamos ao cimo. Em cima da hora. Despendemos os pendúculos e raízes mortas. Fincamos tenros poemas nas vias tortas. Refazemos. Isto é lição e não foi de casa. Quimeras de esquinas. Refletidas na lua cheia que embalsamou os cheiros da noite. Entregou ávida as essências voláteis. Aquiescência. Quilates. Prata em decadência são teus ouros pendentes. E um jardim chora. clama. chama. Hora da poda!

k.t.n. in ensaio.

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