quarta-feira, 18 de abril de 2012

à pele


Tê, reveste a alma desta poesia!

Toma largo o frescor invernal, como potes de pedras polidas.

Glacial esfera. Era fera do gelo.

Pretensas homenagens pontilhadas de róseos.

Não mais, somente prata, semente pontiaguda vertida na terra.

Para ninfas extratos etéreos ligeiros.

Pensamentos cortados nas luas refletidas.

Olhares laminados-aço.

Pétrea e férrea natureza sorridente.

Aguenta rigores, tormentas.

Dormente o trilho sobre o lençol freático passa.

As cavernas todas tremem.

Os esquilos subiram, não há sementes.

Uma peça de vanguarda estende o lençol transparente.

Deita! Estremece a pele. É inverno! É rigor!

Calou-se o rio e a cigarra que aí nunca existiu.

Parou!

Hora exata de sentir.


k.t.n.&

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