quinta-feira, 12 de abril de 2012

Bocas tortas

E na tua boca amarela registrei meu carmim rosado.

Nos olhos tortos cingidos de azul aquarela intensa.

Tingi meu amado todo tato fatiado.

Colori as bochechas indefesas e inodoras.

Cobri teu rosto.

Abri teus olhos.

Lancei ao mar os teus caprichos.

Pus esporas.

Cavalguei.

Cheguei.

Falei das verdades e fui aos fatos.

E nunca mais, nunca mais te vi.


Na imensa curva do caminho imenso.

E a poesia pairou no ar, descortinou abril.

Levando aromas lilases aos pares.

Descortinou líquidos e fluidos.

Amanteigou.

Amassou.

A M O U

Na rua vinte e nove de abril.

Respirou e o rosto se refez imenso como lua cheia.

Bebeu no cálice e as pálpebras fecharam-se.

Tão lindas quanto banho de açucenas.

Serenas.

Perfeitas inacabadas, esperando o novo namorado.

k.t.n. in bocas tortas

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