sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Negócio de poeta

Há um poeta que me espreita,
Espera a hora certa
Pedir
Cansar
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Esta espreita atravessa a razão,
Vaza,
Negocia,
Esvazia.

Este poeta acaso existiria?
Acaso não?
Coisas de poetas,
Vem e vão.

No vão lotam e nada de loteria.
Neste rincão torrão
Amazona
Portugal desperta.

Afugenta moscas.
Levanta saias, sai pelo areal.
Busca tormentas vagas todas.
Leva o mel.

Esquece o fel.
Debruça sobre roseiras, tira espinhos.
Negocia!
Fantasia.
Anuncia.
Melancolia.
Todo dia.
Marcha.
Igual ... ventania.

Vem, a janela é aberta, atravessa o raio tímido.
O luar franco,
Palavras mancas.
Tosquear ovelhas.

k.t.n. in noite

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