domingo, 29 de janeiro de 2012

Margarida

Esta vida margarida empresta as pétalas finas.
Delicadas e frágeis despetalam em meu seio.
Ferem o peito, com pontas-lanças, devaneiam.
Ah, estas choupanas soltas no espaço debatem-se com os rouxinois da alvorada.

Sementes de milho verde correndo entre os espaços,
Trafegam douradas e amargas, escorrem leite no ventre.
Apertam o gargalo, descerram a ametista.

Tudo perde o sentido, é a visão rotineira, a crise passageira.
AMARELA COR. AMARELA FLOR. BRANCA DIMENSÃO. SOL RAIANDO.
Margaridas em flor, margarida-amor, amarga a dor.
Marga, mar, mar, cá, marca d; água no pescoço.

Trevoso raio, lunar melancolia, dourando ao raiar do dia.

k..t.n. in dourando a pílula

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