sábado, 31 de outubro de 2009

Luís Serguilha, o clássico-contemporâneo



{Ensaio Literário }

A poesia de Luís Serguilha revela o que há de novo na Literatura Contemporânea do século XXI. Impressiona pela evolução do pensamento, seqüencial, circular ou helicoidal; não é de fácil entendimento, pois apresenta citações e vocabulário peculiar pertencente ao jargão da biologia, da dinamicidade dos organismos até a interação da vida, das profundezas abismais, das reentrâncias da terra e de suas inflorescências quase pubianas à denúncia da eroticidade plasmada na natureza primordial, elemento-chave de toda a sua escrita, que é do subsolo, da floresta, do rizoma. Um estilo novo que veio para ficar e incomodar; reflete posturas atuais na linha do tempo-espaço, do exagero das informações a que somos submetidos diariamente, da necessidade de atualização constante, deste ir acelerado e contínuo. Certamente, pós-contemporânea, o que se pode observar nas imagens evocadas nos neologismos compostos à feição de um Guimarães Rosa urbano, como: nas expressões “corais-bosques-microfotográficos, espáduas-gulas das iluminuras, plâncton-quadrângulo, anfiteatros-CURANDEIROS, estômago-cachimbo” (Processionárias, p. 72 ), na disposição das palavras, e também, dos recursos visuais da pontuação em forma de linha, que permite ao leitor retomadas e momentos de descanso ou análise, para prosseguimento da leitura , que é novamente interrompida com palavras grafadas em caixa-alta, um grito, uma chamada de atenção, uma necessidade.

Podemos verificar, no texto-trecho de O externo tatuado da visão, o que se afirmou acima, através da presença sutil, erótica e apeladora da sua biológica e imagética linguagem-escrita:

“Aceitar as luzes vindimadoras do tropel como uma rosa desorientada

nas palpitações abertas do membros felizes

Um rosto marinho adere à confidência duma vertigem subtil

e a semente da penugem deslumbra-se na frescura solitária da boca

esta origem incandescente a escancarar-se na terra desfolhada

este caminho de sopros reservado à nascente asfixiada das palavras

Os insectos azuis quebram a designação inocente dos seios sobre os perfumes embrenhados nas ruínas maternas

para completarem os barcos finíssimos de resina

e nas tuas mãos novamente os fulcros

das hortênsias parecem um fluxo de sol apressando as esperanças dos

chocalhos nas areias sumptuosas da sombra

como uma construção minúscula dos lábios a

curvar-se no fulgor redobrado da claridade

e uma lâmpada respira repetidamente na perfuração perpétua

dum valado

onde os carris líquidos da constelação se erguem infiltrados na

infinita árvore.”



As hortênsias suntuosas ao sol, a sombra em antítese curvando-se à claridade e a rosa que sucumbe aos impiedosos insectos azuis, feições de leão-marinho recortadas. Além do destaque para as palavras que ‘iluminam’, brincam com o sol, fazem despontar as outras cores existentes no texto.

Na p. 11 de Processionárias encontramos os mesmos elementos-cores, com destaques também, para o azul, céu, infinito dando ao escritor-mergulhador a escolha da direção do seu trajeto, neste vai-e-vem contrário em “ ...as herbáceas, plantações... as borboletas traçam o efeito cortante neste azul, delineando a paisagem, dando local e voz às processionárias...” inferimos, então, que os pássaros evidenciam outro corte, masculino e objetivo, ao contrário das borboletas, vivazes, mas que sem destino ‘volteiam’.

Sua escrita é revelada, ininterruptamente, num só fôlego, contemplando com freqüência a linguagem da luz, das metáforas, das palavras evocadoras dos sentidos, numa imensa 'sinestesia de cores' e termos relacionadas à natureza, em especial flores, frutos e matizes que lembram o ocaso, bem ao gosto Simbolista. Há pontos de contato entre a escrita do livro A Jangada de Pedra de Saramago e a Singradura do Capinador, no devir circunstancial, na fluência catalogadora dos sentidos e fotográfica das geografias presentes, sem paradas, num imenso ir, prescindindo ponto final. Apresenta uma linguagem forte, verdadeira, com recorrência às metáforas, como se vê, circunstancialmente, na palavra-metáfora caleidoscópio, utilizada no livro A Singradura do Capinador e em passagens de outras obras. Caleidoscópio é a multiplicidade das imagens e das combinações de cores e formas, é inquietador, mágico, fascinante, passível de observação, requintado e simples, como é a obra de Luís Serguilha, poeta português atual. São faces do mesmo olhar em constante renovação e atualização, sem ter sido diferente.

Não é reticente, suas pausas são ousadas, oportunizam reflexões, através dos grandes traços simbólicos. Apresenta literatura diferenciada, com evidências para o que há de humano, coletivo, embora se ignore sua representatividade em traços pontuados, através dos versos derramados nas páginas de sua poesia-narrativa-feiticeira que aprisiona, atordoa, levando-nos ao esquecimento do próprio eu, em busca de uma identidade criadora única, irrefutável e irreconhecível e ao mesmo tempo social, pois permite a reflexão. É uma leitura que intimida, invade, amedronta, como se perdêssemos a respiração natural e compassada, para deixarmo-nos atravessar golpeados pelas suas palavras imagens; é uma invasão geográfica-psicológica-emotiva-racional, com sentidos à boa violência em momentos de imersão, tão ao gosto do poeta. Enfim, demanda conhecimento, leitura prévia, pelo vocabulário específico que apresenta, embora a essência seja voltada para TODOS, num sincretismo e agregação humanas indescritíveis. Ao mesmo tempo em que usa o termo jacaré, substantivo simples, comum e concreto, também pode se dar ao luxo do uso do adjetivo cosmogónico e da palavra grega ‘Symballein’, conferindo ao natural a metafísica ampliada.

A palavra “Symballein” (símbolo) significa compôr, reunir, juntar. Na antigüidade, após o objeto ser quebrado, reunia-se e identificava-se o grupo através da posterior união dos seus pedaços, desta forma, o símbolo foi sempre para o homem um elo do visível com o invisível, do natural com o sobrenatural. Por isso, a linguagem simbólica é a linguagem da religião, pois trata a realidade que escapa à compreensão humana. Nos textos de Serguilha este ato ‘Symballein’ é feito e refeito várias vezes na dinâmica do texto poesia-narrativa, em que se fragmenta e se espalham as idéias e, posteriormente, percebe-se que lá estão unidas em novo e caudaloso rio de versos. Cria, nega, recria, positiva, recolhe.

Luís é hipnótico ( . ) e encanta, quando abre um universo de possibilidades ao pensamento, na leitura imensurável e, de certa forma, atlética de suas antíteses, paradoxos e paralelismos. Quando “anestesia os sentidos”, pela enxurrada de imagens, quando deixo de ser eu-leitor-condutor, para ser leitor-conduzido por estes caminhos e desvãos. Na obra A Singradura do Capinador há um número maior de metáforas que tratam da luminosidade, em relação às outras obras do autor. Há a presença forte das cores que vão do amarelo ao vermelho, passando pelo laranja. Ainda há momentos de intensa beleza e leveza, como na passagem abaixo, sem esquecer do azul, também recorrente nos textos, como forma de remissão, tranqüilidade, contrapondo-se à luz que cega, desnorteia, paralisa, eis o recolhimento, o aconchego neste barroquismo evidente e sinestésico:

“...para isolarem os trampolins acústicos dos manequins atlânticos

e as lanternas das bailarinas espontâneas modelam

as libações das borboletas submarinas ...”

Ainda:

" ...Os nardos das cogitações desenfaixam as sinfonias-pastos... nas movimentações dos gladíolos das bailarinas.” ( Processionárias, 2008 )

A palavra nardo possui muitos significados, dos quais óleo aromático extraído de uma planta da Índia, o qual era de grande preço (Mc 14.3 a 5 - Jo 12.3 a 5). Nalgumas passagens do A.T. há referências ao seu uso como sendo um perfume (Ct 1.12 - 4.13,14). Nos mencionados textos do N.T. a palavra grega, com um qualificativo, tem a significação de 'nardo pistico'. Espiscanardo vem da expressão da Vulgata Latina 'Spicati nardi', uma referência às espiguetas que se encontram na base da planta, e das quais se extrai o perfume. Também é província da Itália, além de se acreditar que o seu perfume atua eficazmente sobre a consciência dos artistas. Onde quer que haja arte e beleza a sua fragrância deve estar presente. E não é por acaso que Luís evoca o nardo; pede à consciência a todo momento a sua presença avassaladora, por meio das palavras que escolhe para a composição do texto-pretexto. O aparente acaso das palavras, como disse, é aparente. Não há acaso, há disposição experimental de texto na união de cada termo ou expressão, que se junta no grande agrupamento do grande texto ÚNICO, como única é a visão que Serguilha tem da humanidade e dos caminhantes nas terras que lhes cabe. A individualidade só se presentifica na união. A individualidade só faz sentido na composição do todo harmônico fragrante, sensual, táctil e vibrátil das energias cósmicas totalizadoras.

Alça-se vôo do pequeno ao grande mundo, da geografia das pequenas cidades à intensidade povoada da metrópole , são as processionárias intercontinentais, assumindo o volante e a poluição sonora ao crânio sazonado ( antropofagia ), à destruição, "onde a dentadura alcoólatra dos turbilhões degola as polpas das úlceras dos arranca-pinheiros fugitivos." E termina, nesta passagem, com o gladíolo das bailarinas”.

Serguilha utiliza, em seus textos, palavras portuguesas, tais como chochorrubiar e belígero, sendo que esta última remonta a Camões, o grande épico universal da Literatura Clássica Portuguesa. Acredita que a Literatura Brasileira e Portuguesa devem se afinar, através da transmigração das idéias, do conhecimento, da partilha, do diálogo, das urgências no combate à involução, das reaprendizagens mútuas, onde se possa interrogar os mistérios da Natureza e a condição humana, sem nos sentirmos sós, ou onde possamos nos sentir e perceber como parte do rizoma, humano e desumano ao mesmo tempo, ameaçador, estonteante, desafiador, criador e criatura.

Faz apontamentos analíticos, tais quais: "Ficamos mais ricos quando o dialogismo se abre à intimidade pura, à heterogenidade, ao desassombro selvagem e à metamorfose poética para regressar à gênese, ao mistério, à vida absoluta. Afirma que “nesta gestação de processos interrogativos que reactualizamos a força da linguagem. É urgente combater a vulgaridade, o esvaziamento, a banalidade com o corpo resistente da essência da palavra que tenta buscar o infinito e desvendar a esfinge que persegue a humanidade.”, ainda, pontua com severidade e determinação que “É urgente o diálogo, a partilha neste mundo de barbáries..., o confronto e a sintonização com o outro enriquece-nos... literariamente, humanamente.” E reitera: "... sei apenas que tento transformar a vida, o subsolo da vida, com as armadilhas da luz, as subducções da lava do corpo e da energia da palavra."

E politiza com traços de reflexão e visão social, sobre o que nos incomoda e nos toca no cotidiano, vítimas da organização vigente, ao qual estamos inseridos sem escolha, ou com pouca escolha e vítimas da resistência ao comum e já acabado, ao que consumimos e que nos leva por estes desvãos, longe da luz e da beleza-natureza pontuada em suas obras, em reticentes paradas e retomadas da biologia, da constituição humana, da pessoa, como se pode observar nesta citação apontada por ele, em uma de suas entrevistas: "Alguns meios da comunicação social fomentam o voyeurismo cavernoso e miserabilista, estimulando os instintos vampiristas da barbárie e da crueldade. Este parasitismo sensacionalista provoca o medo e angústia nas pessoas. A depressão e a tragédia vivem num terreno comum."

Este é o ponto de convergência de sua obra: a essência e a razão. A procura dos vários significados da palavra, da expressão, dos versos e a certeza de que se tem a chave. Pergunto:_Onde está Luís Serguilha neste exato momento do texto? Que viagem onírica e intensa processa e o projeta ao infinito e útero fecundidade de todas as mães? Tento acompanhar o seu pensamento, a sua interioridade profunda. Sinto-me, confesso, um pouco perdida, é vastidão, é o Universo como a criação conspirando e lançando faíscas para todos os lados, se há lados. E o próprio me afirma, que anda sempre meio perdido, porque procura o que não existe. Não se pode acreditar no que não existe, pois seus textos questionam a todo momento o que existe. Uma constante busca, entre achar-se e se perder.

Ainda, afirma o escritor: “É URGENTE A TRANSMIGRAÇÃO E A REVOLUÇÃO DO IMAGINÁRIO”

Então vamos com ele, em suas obras, descobrindo como transmigrar e como revoluzir a imaginação fecunda, que está em nosso íntimo esperando a chama de uma tocha reluzente, que nos faça em fogo atravessando países e fronteiras, voltando ao princípio, ao grande poema original do Criador, na sua força imanente e pronta para desabrochar em cada ser. Podemos encontrar em Embarcações e em O Externo Tatuado da Visão semelhanças em sua forma e conteúdo; já Lorosa'e possui um ritmo mais acelerado e intenso, mais emotivo, substancial. No entanto, Processionárias, além de lírico é audacioso em sua forma e linguagem viscosidades, gelatinas, fluidos, lodacentos, cartilagens, suculentas, a própria processionária. Em Hangares pode-se observar as palavras portuguesas funambulismo, grafonola, manadeira, ainda palavras como chochos..........neologismos..........borboletas..........libélulas..........As lantejoulas-feiticeiras..........da virgulação das roseiras......... odontíase...........fivelas nas ombreiras de luz a desencadearem a sombra incerta da cravagem da locomoção.............olhares-dicionários-de-turbinas-zodiacais, ... moscardos ..., num interminável rio de apontamentos. Enquanto isso, as ameixoeiras fartas florescem e, generosamente, rendem seus frutos açucarados e suculentos, fazendo a peregrinação do colibri amplificar o batimento mais interior do vendaval. E as faúlhas cravam-se no céu, imensamente, acolhedor e transatlântico de Serguilha.

Há um início, há começo, não há fim. Na parte III de Embarcações há, como em toda a obra, a presença da luz, muito amor, erotismo e reverência à amada. É cuidadoso, atencioso e humano. Brinca com o ser e o não-ser. Parece coadunar-se com a idéia de que “é preciso observar que tudo surge do nada e tudo segue para o nada. E que se trata de valor eminentemente positivo. Somos peixes nas ondas do Nada. O Ser é a rede.O Céu na Terra e a Terra no Céu.” Como disse um místico, se a matéria é espírito denso, o espírito é matéria sutil, por isso mesmo, Rûmî não abandona a enumeração, a 'ladainha', pois na raiz dessa diversidade revela-se mediante imagens incessantes a presença do Amado: “ (Marco Lucchesi - Rio-Petrópolis, 17 de novembro de 1999 ) E Luís Serguilha não abandona o seu interminável texto, que passa de página em página, de livro a livro, compondo a sua grande obra. Como o ‘fiat’ do Gênesis criou-se um mundo de possibilidades, o autor lançou-se de um fogo de imagens passando pela ótica da LUZ, numa interminável ladainha, como no trecho abaixo:

" O esforço do fogo volátil ordena a indolência calamitosa das árvores

O esforço do fogo volátil desenraíza as irregulares fisionomias das perguntas

O esforço do fogo volátil emudece as genuflexões dos mamilos

O esforço do fogo volátil embranquece as correspondências das marchas - sustentadas pela abundância das víboras hipnóticas

A inteligência do fogo permanece nos êmbolos salitrosos das trepadeiras

ininterruptas...”( pág. 59 de A Singradura do Capinador)

A repetição acima reforça a idéia do passageiro, do movimento, a fixação do momento fugaz, o que te consome e alenta num barroquismo evidente da obra de Serguilha, o contraditório, o ser e o não-ser, os espelhos que se contrapõe, numa visão ora distorcida, ora real e não imaginária. Um espelho que não permite reflexos, só reflete.

A sua obra é única, indivisível, com breves pausas, para que o leitor respire e tenha a sensação ilusória de que há parada. Perde-se a respiração, fica-se mudo com vontade de voltar, a imensidão é tamanha, inexplicável como o próprio Deus e as vontades humanas de nomeá-lo e entendê-lo. De tudo, sabemos que há um início e o segredo está na contradição das antíteses, que reverberam a própria vida no jogo luz/sombra primordial ao silêncio construtor das idéias, dos sentidos, das formas humanas, do jogo intelectual, das discórdias, das brincadeiras, das manipulações, o eu/tu (branco/preto... tinta/página) as luzes do sol, as rendas, a maciez, o rugoso, presente. Em Embarcações o sol surge como um coador, regador, num inominável silêncio, os motivos da criação os amplifica, dando-lhes sentido, neste orbe confuso, de tantos desencontros, o encontro da divindade em elementos da natureza, codificando a página discreta e elemental da vida, como o é discreto e silencioso o próprio autor, repudiando barulhos e desnecessidades.

A busca de explicação traduz-se em palavras a serem lidas e fruídas sem ordem, somente vividas, aliviando o trauma de uma existência sem sentido, todo dia igual e, enormemente, diferente. Tão individual e tão coletiva, tão singular e tão plural, tão significativa e ao mesmo tempo carente de significação. A saída é a luz, o voltar-se para esta transparência, que só é possível pela mesma ausência. É o foco desmistificado, é a dura realidade, é a necessidade da sombra, para a projeção de radiosa luz. Estamos imersos na Sombra em busca constante, motivo de revelação das outras cores, a princípio diferentes, mas que no prisma confundem-se e são iguais. Não existe cor, somente a ilusão de muitas cores e quanto mais palavras, mais cores.

Voltemos à transparência radiosa para entendermos a não-cor presente no texto colorido do poeta português. O não-existir, o ser e o não-ser, caminho de possibilidades, tentativa de imersão e emersão na obra de L.S., leitora acuada pela possibilidade das imagens, pela enormidade do texto difuso e ambivalente, pontuado de significações, como disse o escritor e poeta Cláudio Daniel, a obra de Serguilha “é uma selva de signos”, que me ameaçou, que me amendrontou e que quero desvendar, descobrir, pois há muita informação, muita riqueza em cada página, que livro a livro se apresenta num contínuo. Ilusório dividir a sua obra, os seus livros, os seus escritos, eles ou elas são ÚNICOS E INDIVISÍVEIS, somente contínuos, somente contínuos, somente.

Professora Kátia Torres NEGRISOLI



Bibliografia:



- LUCCHESI, Marco (org. e tradução do Farsi); IN:"A Sombra do Amado - Poemas de Rûmî"(2000:Fissus Editora)


______ IN:"A Memória de Ulisses" (2006:Civilização Brasileira) Rio-Petrópolis, 17 de novembro de 1999

- SERGUILHA, Luís; IN “Embarcações”, Vila Nova de Gaia, Portugal: Ausência, 2004.

_______ “O externo tatuado da visão”, Vila Nova de Gaia, Portugal: Ausência, 2002 .

_______ “Lorosa’e - boca de sândalo”, Porto, Portugal: Campo das Letras, 2001.

_______ “Hangares do vendaval”, Intensidez, 2007

_______ “A singradura do capinador”, Lisboa, Indícios de Oiro, 2005

_______ “Processionárias”, Editora Demônio Negro, 2008

Biobibliografia:

Kátia Torres NEGRISOLI, 1964, natural de Ubiratã-PR, reside em Adamantina, interior de São Paulo, formada em Letras e Pedagogia, fazendo especialização em Língua Espanhola, professora de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira há 23 anos na Rede Oficial de Ensino, Diretoria de Adamantina. Afastou-se para atuar como: Coordenadora da Escola Cefam, Coordenadora do Ensino Médio Noturno, Diretora nas escolas Prof. Elmoza Antônio João, Professor José Édson Moisés e atual Diretora da EE Profª Fleurides Cavallini Menechino. Publica, esporadicamente, crônicas e textos de opinião e participa do Painel Cidadão do “ Jornal da Cidade”. Participou de publicações no Jornal Impacto de Adamantina, com reportagens e entrevistas, através de textos dissertativos elaborados em trabalho de produção de textos de opinião com alunos.

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