segunda-feira, 7 de setembro de 2009

imaginação

A minha memória transitória pede-te de passagem,
não envies vãos em viragem,
não elimines espinhos e estirpes
das folgadas espinhadeiras constantes dos meus navios.
Não te faças obsoleto sem a minha presença, sem o meu esteio.

Há um mundo a descobrir, lindas primaveras, imensos porvir.
Há a abelha que tece o rude mel nas diversas pétalas escancaradas.
Há os nacarados encrespados, rudes em idéias fugidias.

Há o bendito fruto a ser cozido em fogo brando, lento,
lento alento do meu pensamento.
Querem calar a voz, querem roubar de forma atroz.

Então, quando é mais?
Então, quanto é mais?
Então, a vida segue e a marcha prossegue.
Nada divino ou efêmero, somente a bagagem antes aliviada,
agora dividida, nas esferas do teu enlace.
Em perpétuo desafio,
Em robusto parapeito, são as pedras, são os eitos,
São as formas, os direitos... os perfeitos... na ilusão.
Na imensidão do seu céu, do seu cais... na trilha obscura,
Chantagem pura.

I m a g i n a ç ã o.

Ação.
Sou eu sozinha,

dividindo

O caminho.


ninho.

k.t.n.
de quando me quebrei.

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