quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Dispnéia

Tensa hemoptise que acompanha cadavérica todos os canais.
Estranha história que não se repete, embora pareça as atitudinais.
Liso o fardado que te escapa pelas mãos toscas e tortas.
Tontura, dispnéia... mais nada fala no corpo que cala.

Carece de informação de tolos as distorções de todos os arranhões.
Plenifica a hora bendita e 'maldisseja' a benfazeja certeza.
Enrubesce e em vil carnificina história e arte é capítulo e faz parte.
Entontece, desmaia e cai, levanta e vai, arranha e cura.

Lá na porta do planeta as estrelas contam contentes.
Com as mãos espalmadas o agito e o aceno pendente.
Como agulhas felpudas entram em sortilégio e acreditam.

Nas preces das bruxas e nas esferas das santas.
Esperam nos anjos, nas escórias das beatas.
As bestas-feras do seu alcance, misericórdia perfil relance.

k.t.n.

Um comentário:

daufen bach. disse...

OLá Kátia,
Obrigado pela visita em meu blog. Vim retribuir e conhecer tua poesia e teu espaço. Lindo soneto. acho os sonetos a expressão máxima da poesia. O teu está perfeito. Parabéns!

abraço a ti e linda semana!

daufen bach.