quinta-feira, 30 de julho de 2009

.saudades.

Saudade é uma conta pequenina
Rola dos olhos tão menina...
Busca em botão teu olhar tão meu.

Saudade é uma foice traiçoeira
Chega mansinho, sai ligeira...
Não se comove de quem se doeu.

Ah, saudade, tão palavra, tão incerta
Rouba o tempo às bonecas...
Empresta ao rosto o filho teu.

Saudades são só tristezas em meio à cânticos.
São altiplanos afundando em pranto.
São alegrias que não morreram.

Porque em meu nome e em meu ser
Há de viver e reviver instantes.
Cada passado recordado como o mais fino dos bordados...
Da fina linha, retrós em fio........... de saudades costumeiras.

Enfim, das tardes das Marias dezoito horas.
São, no momento, heroínas lembranças.
São vãos tormentos em baú remexido.
É a certeza de que o futuro chegou.
É a beleza da vida que foi...
... e a alegria da vida presente.

Um comentário:

*andorinharos@ disse...

Saudade é isso que não se define... tem saudades que nos fazem bem e saudades que nos fazem mal, mas sem saudades é impossivel explicar o tempo passado.

Saudades de ti, poetisa!
parabéns!