sábado, 13 de junho de 2009

Palácio Real dos bem-aventurados

Ei, meu?! Você, que se acha demais,
Olhe para trás, o que está aí?
Provavelmente, nada, nada antes de 'su persona'.

Olhe para a frente, rapaz, oriente-se.
Olhe onde nasce o Sol e perceba que não é um.
Olhe para a multidão, encaixe-se nesta solidão, tome um gim, uma tÕnica.
Se não for suficiente, um bom gole de aguardente e mande embora a presunção.
E a sua forte enganação.

Caia na real, no palácio não passa de servil, nem dá para lhe emprestar um bom-bril... nem forças para as panelas, quanto mais o fosso dos jacarés, sua habilidade já foi de primeira, deixou-o sozinho a virar camareira.
Ajeite os lençóis reais, o edredon da rainha, acomode as almofadas da princesa, se é meu camarada para isto ainda serve.

Aproveite o espelho, o grande espelho Real e mire-se de frente, de trás e de trejeito, analise o perfil, veja a magreza da sua vileza, esta leveza não passa do seu grande vazio.

Ainda dirá:_ Estou com frio!

Conselho: 'se fosse bom, não daria de graça', pague primeiro e à vista!

k.t.n.

Um comentário:

Sou a Rosa. disse...

Encantadissima com este poema, uma luva para os muitos que se sentem superiores! Se sentem!!!rsrsrs
Amei.