quarta-feira, 1 de abril de 2009

Mana 2

Ar de garota, infantil, olhos arregalados, pressa e bom cuidado.
É assim, este jeito afobado, ajeitado, pura ternura.
Minha mana 2, olhos bondosos, fartura!
Transparente brinca sem jeito, assustada, querendo voltar.

No seu caminho só há ida, palmilhando crianças puras.
Ó Dalila, sem Sansão que te domine, sem cabelos que não segures.
Uma menina, trejeito inteiro, um amor, és de mãe maneiro.
Tuas lágrimas não consegui contar, teu amor consegui guardar.

Embalada pelo Sol, guiada pela Lua, ornada em flores.
Buscas colméias em abelhas, trigas ligeira as costumeiras.
Assas o seu bolo de milho um gosto, uma saudade, uma fazenda, um riacho.
Das flores brancas o cheiro guardo, das velas tantas a luz do lume fino.

Da lamparina olhar meiguice são os teus dotes vestígios do amor.
São florezinhas estampadas em vestidos de menina; é de organza
os 'pois' pequeninos em preto e branco, Dalila cor.

Noite linda, mana.

k.

2 comentários:

Dalila disse...

QUERIDA MANA.....AMEI O POEMA,
ELE É MUITO VERDADEIRO, E VC É UMA POETISA NOTA DEZ.....
COM SEU POEMA, REVIVI TODA A HISTÓRIA DA MINHA VIDA....
SAUDADE DAQUELES BONS TEMPOS..........

*andorinharos@ disse...

Imaginei Dalila em cada fase neste sublime poema, em que a doçura se fez tema e cantou belezas do principio ao fim!

Parabéns por mais este, Kátia.