Vou te trazer todas as borboletas possïveis, que caibam no seu afeto e na sua liberdade. Verdadeiro doce de leite a nos cobrir e sentenciar ås manobras da vida. Energia pura e glamour infantil que resgata energias e todo o bem. Luta incessante não pedida, marcada pelo vento Leste. Que vento é este? Não sei, mas enfeito frases, colibris alados que se esgotam nesta energia sufocante e precisam brotar da pele. Amanhã será o desvendar de lutas, a que será que se destina? Coroa de flores concêntricas que trazem imaginação e desvelo e proféticas temem e se mostram amigáveis. k.t.n. in luta renhida
"Era uma vez", uma menina rosa De tão rosa no seu sonho escureceu Não percebeu que a noite veio de mansinho E lhe trouxe adormecimento. Neste olhar adormecido brincou com fadas e duendes. Galgou florestas e desviou-se de serpentes. Arrebatou nas águas cristalinas o frescor para o rosto. Iluminou as pálpebras e docemente caminhou. E tudo rosa e tudo prosa e tudo mágica. Nos pés calçados macios artefato de bem-fica. O frio de mansinho se aconchegou. A esfera se fechou em torno colibris. Beijas-flores, bem-te-vis. No colo palavras mil. k.t.n. in pequeno soneto
Não tenho flores hoje! Gastei-a com os tempos! Não tenho hojes! Gastei-os com as flores! Não tenho ideia nem franja! Cortei-as com o tempo! Não tenho tempo e ideias! Cortei-as com a franja! A tez ficou curta. O navio profundo! A mulher sem saída! O navio sem chegada! Os ramos partiram! Enroscaram-se no leme. O que era do navio? Um menino em prece ao vento! Não tenho flores hoje! Gastei-as com o pensamento! Tenho pensamentos gastos! Restos de flores murchas! Testa emprestada às rugas! Do tempo os vincos todos. Tartarugas que passaram. Saltando pedras escalando cumes. Tanto verso e tanta cruz! Inversamente nesta luz! ... Pois, não tenho flores hoje! k.t.n. * & in Inversos
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