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Portugal

Quando Portugal renasce é a fé que brota alheia / coisa boa de se esperar / na certeza de uma Fátima de mares que nunca vi / que ficaram nas retinas / de um tempo que já me esqueci.

sono

Você já perdeu o sono? Confesso que me esqueci / foram tantos e tão poucos / tanto faz e tanto fiz / mas dormi e dormi.

Beagá

Antes de conhecer BH, já comecei a amar, amar Minas e as suas Gerais, pedras de Drummond e cascalho das canções. Dos versos de  Líria Lula Da Silva Porto ,  Adriane Garcia  e outras mais, dos árcades com suas Marílias, academias e imortais. Minério, ouro e Vila Rica, casas antigas e seus beirais. O que não pode faltar: canjiquinha, pão-de-queijo, doce-de-leite e um fogão à lenha.

Positivismo?

O que dizer de pessoas que querem combater o seu sentimento  com a ditadura da felicidade e do positivismo?!  Por mais direito de expressão e de se ser verdadeira.  Mesmo que soe à cacofonia.

Esparsos

Não quero resenhar,  não quero que escolham o livro que desejo ler. Não,  hoje eu não quero ler.  Não, hoje não quero escrever.  Hoje nem pensar! Sim,  estou pensativa,  triste e introspectiva.  É necessário. Por um mundo  onde se possa ficar triste  e se possa dizer,  sem que soe uma heresia.

Pé de salsa

Os meus livros ficaram no armário,  junto às alegrias e ilusões.  Um tormento esse adolescer que parte.  Náufrago d’alma,  escurece retinas.  Depõe contra a moralidade.  E não estou mais no Brasil,  meu país é outro.  Cultivei para mim, como um belo pé de salsa.  Pelo menos fornece ferro às hemácias.

Quilos perdidos, narrativa.

Os quilos que perdi, a pele que se afrouxou, olheiras perdidas no rosto, por dentro um não sei quê de estar quieta, parada, sem contar o tempo, só permanência, esvaziando vãos, ocos, meandros de nervos, estrias, ossos e peles com alguma gordura. A ideia do tempo passando é irreal, a folhinha conta, mas os olhos não. Algo doce e estático, a energia frouxa, pensamento em transe de calma. Algo se transforma, o futuro imaginado não tem representatividade neste momento, é só uma s ombra do passado. Há um esgarçar de peles e células, que se recompõe em outras formas, esperançosas e cautelosas, confiantes, conformadas e certas de um novo tempo, onde tudo será medido, pesado, avaliado com critério, sem desperdícios. E este tempo que não passa... ele não precisa passar, existir é algo momentâneo e frugal, como a manhã silenciosa que não avisa que chegou. O café cedeu lugar ao chá, os pães recheados às torradas com geleias. O chocolate ainda tenta avançar nas noites dando um peso que não comb...