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Triste assim...

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Às vezes, bate uma tristeza de tão triste, triste assim. Tão quieta e parada, torcida nos músculos do peito. Irmã gêmea da dor, pusilânime se aquieta dentro. O silêncio por irmão, a alma parada, entorpecida. Este sino que não bate compassado, esta hora tardia. De uma voz que morre-enterra quimeras e luares. Não há música, nem colibris, pálidos pardais cinzas. Uma bagatela de soldados de chumbo caminham P A R A L E L O S E a noite, irmã mais velha, chega sorrateira e negra. Envolve as músicas dos vizinhos, o sertanejo canta. Aquela estrofe continuada, martelada, ritmada. O terno olhar se estende e dobra num sono morno. Pernas encolhidas, dentes cerrados hora de adeus. Uma longínqua espera do candelabro dourado, suspenso em auréolas A M A R E L A S .., Um ouro quente adocicado e a harpia toca E o sino tange, a missa reza, o homem sangra, a pele estica e enruga num v a i v é m - m...

Haja primaveras de março!

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Março, Chegou com um gosto de terra E chuva hasteada nas plantações Vento ligeiro perpassando pernas Arranhões no asfalto Legítimas vontades! Águas e março, Já sabia o poeta maior. Levando paus e pedras, Oscilação de varais. Noturno gela as fímbrias forças dos pés Convite soturno ao acasalamento Deitado em açoite de faca e fuzil Diurno penitente clama o sol, Que atende formando arco-íris, arrebol. E uma paixão acende pedindo açucenas. Onde nesta estação? Azulejar muros, cantar canções, esperar. cMaior mês inicial marca alegre sorrateiro Mudanças extensas, figueiras, cromos e saladas. Deixemo-lo navegar em suas águas. Corramos ao seu encalço descendo enxurradas. Façamos o contraditório dia-noite intervir Na vida das pessoas que sobreviveram a Março, Marco plural, cheirando à Marte, vermelho e enxofre. k.t.n. in meses cheirando náuseas

Linhas indiscretas

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Estas linhas antigas ocuparam quadris. Mexeram e remexeram os corpos suados. Deitaram à mesa ameixas e pêssegos, Na forma das moças a enfeitar bandejas. O que era das meninas gentis? Dama em camélias, sonhadoras sutis... Inverteram os nomes, rebolaram travessas, Pertencem a um tempo em que não se diz. Semoventes em feixes agregam sementes, Quem sabe brotar num outro porvir?. A vida que segue, o homem que canta São linhas indiscretas balançando coqueiros Cheirando à fumaça do vapor do asfalto, Quebrando os requebros das moças mulatas. k.t.n. in sem nome

A flor

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Eu e a flor! Que não teci, Estado de Adoeci. Rebelde cala, Instala caules Folhas caídas, Ausentes frutos. As mãos opacas /  se amolecaram /  Encrudescidas /  Falharam /  Poesia calou /  Flor faltou /  Faltou amor /  Dor no peito /  Lembranças fatos /  Jaz o amor. / /  A flor calou /  O jardineiro foi-se   / Espinhos talos secos /  Não desenham coração / O giz molhou /  A mão da  flor /  Acobertou pó e calor /  Que era da menina? /  Sorriso falhou /  Olhos secaram /  Saias encurtaram /  Por causa da flor.

Pedacinhos

Resgatando sorrisos! Encontros de mim, paz e serenidade. Do jeitinho que mais gosto. Simples assim.

Amor

O jeito é deixar o amor bater!  Emoticon smile

Fora de rota!

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Fora de rota, fora de circulação Fora dos eixos, das atualizações. Tudo antigo e efêmero como a gota d'água que se perde no Oceano. O vazio, imenso, intenso, esburaca, esbugalha olhos. Arranca suspiros cansados, mesmo quando a noite é de Carnaval. O que circula no sangue, nas veias inchadas, nos pés calosos. A linfa que escasseia, torna-se noturna, entope canais. Aonde quer que vá! Aonde quer que vá! Sem bússola, sem direção, pensamento roto. Sem fala, sem vocação, sentimento morto, Não venha ressuscitar, nem me falar. Não ouço. Não vejo! Não falo! Foi-se o tempo... foi-se... passou, não circula mais. k.t.n. in adeus.