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São João

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Destas flores descontinuadas que pontilham imensos cabelos Enredados em anelados dedos, fervem tulipas e orquídeas,  Cada qual no seu lugar são flores de Primavera  Brincando no Outono resistem as intempéries, ventos, pensamentos.  As cores profunda s navegam em navios sem âncoras.  Despedem-se as corolas, as sépalas e as pétalas.  O entorno não apresenta folhas, já caíram, muitas em vãos.  O outono despediu as flores.  As risadas vazias e ocas sussurram ao ouvido mais fraco.  Uma música. Triste e melodiosa. Vazia e vazante.  E o homem acorda, pega de um violino e tamborim,  Faz um samba sem fim.  Espera a próxima primavera em paz!   *Viva São João, São Pedro, Santo Antônio não!

Uma

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A verdadeira primavera não aconteceu. Somente uma vez na existência. Transparente, florida, essência, vida. Néctar de frutas colhidas no alto outono. Derramados nas pétalas sésseis dos arbustos. Incrementa pedaços de meses em auréolas do divino. Enovela fios de cascatas nas passadeiras e correntes. Encontro fatal de orgulho e morte, azar e sorte. Destila o fel e o mel, dilacera feridas, cura tromboses. Afia o fato, amola a faca, destila veneno, entorpece sentidos. É ama primavera, dama intencionada em esferas. Contínuas e paralelas eternecem em prece. Ruborizam faces, elogiam partituras. Fogem as agruras e todas as fissuras fecham! Em prece, Primavera! Neste Inverno de 2014! k.t.n.*

Olhos que dizem!

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Se meus olhos pudessem dizer  Quanta saudade sinto de ti/ Marejariam imensos Continentes Migrariam enormes países  Se ainda pudessem falar  Dir-te-iam da falta tamanha Deste mundo estranho Das pedras roladas,  inacabadas histórias Dos feixes de lenha carregados  Das angústias infinitas do coração materno. Mas os olhos dizem  Aos borbotões espoucam faíscas Apelam ao invisível lume. Tão infantis e risonhos Lembram d'alma o carinho Da família e do país, doce o ninho. k.t.n.*& Adicionar legenda

Melancolia

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Este sorriso que me violenta agora, Pare um menino irresponsável. Que grita e esperneia. Come do grão e não se alimenta. Em birra desumana inacabável Olha e sutura adrenalina pura. Ao que foi e ao que vem, Lições inesquecíveis. O porto sobre-humano soçobra ao cais maduro Arrepia a pele fina. É só melancolia.

Gato profano

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Gatinho do céu, que estás aí em cima. Da Timeline altaneira controla o meu Face. Abre teus olhos de louça vítrea Incendeia os aventureiros navegantes. Permita que te olhe na íris espelhada. Debaixo neste scrap mal escrito e digitado. Abre tuas garras felinas e ágeis Espanta os cruéis e inescrupulosos. Tece o veludo e a seda nas fibras dos teus pelos. Envolve a grama rosada e apela ao segredo. Olha-me de cima, devagar, inebriante. Abençoa-me do mal e afasta perniciosos. És preto e retinto das cores do divino. Fantasia de profanos em prece te pedindo. k.t.n.* in prece profana

Bebo Sol

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Busco o Sol e ele me acena na curva do horizonte. Redondo e fiel. Todos os dias vem me ver. Não vejo a sua sombra/ E sim, o amor espalhado pelas luzes. A noite sorrateira o enterra. Em gritos berra. Brilha para a Lua. Este fantasma noturno que assovia nas janelas das moças tortas. Em mim, o brilho e a força. A existência perfeita, a nata que vibra. O som do Universo. A prece do amigo. O raiar de mais um dia, Esperando para amanhã. Eu bebo Sol. * k.t.n. in revolução sistemática

Amor próprio

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A rosa é negra porque o meu sorriso é vermelho! Veludo em síntese poética! Enveredado pela sinestesia patética. Solidão e flores encantadas! Nadando num mar de algas almiscaradas. E o sorriso? Amarelo. A rosa é negra, porque o meu sorriso é vermelho! Velho de sorrir desdentando bocas. Agraciado pelo mar encantado das algas azuis. E o perfume? Rosa. A rosa é negra, tal qual meu sorriso vermelho! Enrubesce o sorriso, enegrece a rosa. O talo cresce, os caninos aparecem. Dentro do fato e circunstância. Carência e distribuição de energias. Por quê? Citrino. A rosa é vermelha e o meu sorriso negro. Entristece as pétalas sedosas. Risca entre facas os dentes narcisos. Sem caninos onomatopaicos. Poesia somente. E a letra? Negra. Riscada de Vermelho, Vivo! k.t.n.* in simbologia do amor/próprio.