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Ao amor!

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Farei poesias ao amor! Ao meu amor ao novo amor, ao que virá, ao que está vindo, ao que está em sonhos, a o que me olha de longe, sem me ver! k.t.n.* 

Reverência

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Desdobro-me aos teus pés e descubro na reverência a plenitude do amor.

Ao vento sementes em folhas

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  Força de avião no assombro/ Ass ovios da estação/ Sempre sorridente entre dormentes/ Navios ancorados folhas e sementes/ Palmeiras levando tapas/ Hora de andaimes jogados/ Partidos acabados levados ao cabo/ dentes/ Folhas, sementes, inocentes/ Levam ao acaso o carinho/ Ninhos de serpentes jubilantes/ Trens partindo fumaça/ Ligeiras no pão que não assa/ O ferro, o aço, o estandarte/ São broas de trigo, farinha de milho/ Pólen regado caído à beira do rio/ Que passa, passa e passa dormente/ Como trens triturando trilhos de  Bárbara Lia !   Hoje sinto-me assim: esgotada, triturada, de alma lavada e penada, como faísca que acende e morre, lent amente, no seu fogo. k.t.n.* in dormente

Vermelha básica

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Sexta-feira, fui para a escola dar aulas, para a turma da tarde, vestindo camiseta vermelha, bermuda no comprimento escolar e óculos de sol. Tudo muito básico para uma tarde adamantinense, mas para minha surpresa foi um auê, pois os alunos, maioria alunas, diziam que a professora chegou "divando". Resultado: logo no início da aula, aprendi com eles o significado do verbo "divar", que está se propagan do na linguagem informal. Também, aprendi o poder de uma "t-shirt" básica vermelha. Não reparem no vocábulo inglês, depois do "divando", senti-me no direito de usá-lo, ao invés de dizer simples camiseta vermelha. A tal vermelhinha, comprada numa loja sem griffe, aos olhos dos pupilos mostrou-se valiosa. Acho que foi o efeito de eu ter dormido muito bem, antes de ir para a escola dar as referidas aulas.  k.t.n.* in crônicas do dia inteiro. aproveitando o calor de Adamantina.

homem e hóstias

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Amar o homem que bebe o pão e o vinho somente aos domingos Pecado Capital! Amar o homem que come o vinho e o pão somente aos domingos Incrédula possibilidade! O homem partiu e deixou a hóstia consagrada na boca dos famintos. Cabelos longos ao vento. Mistério e sentimento, coisas de dor e momento, um lamento. Crédula intenção! O navio parte e a corda se rompe. Vazio No cais as pedras se movem... É noite no inverno do Norte Calor no Sul Tropical A arara canta vermelha O coração ficou preto! O pão é branco O vinho vermelho. k.t.n.*

Pequeno conto sobre avós.

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Minha avó materna era italiana, tinha a mão pesada, polenteira, trabalhou na roça, lavou roupa na mina, passou-as com ferro à carvão e, vez ou outra, costumava bater em minhas costas magras dizendo: _Filha, você precisa engordar, está "fatí dica", os homens não gostam de mulheres magras! Que raiva! Não queria engordar, nem comer mais... depois, comecei a achar engraçado! Até hoje não sei, exatamente, o que é "fatídica", mas entendi, perfeitamente, que os costumes mudam, mas as exigências quanto ao corpo feminino não! Hoje quero comer chocolate, amendoim, pães e bolos, pudins e preciso controlar um tal de colesterol... isto sim, é motivo para bater em minhas costas e me lembrar: _Filha, vc não pode comer muito doce, vira gordura, que aumenta o seu colesterol, precisa se cuidar. E olha que não sou gorda, para os meus quase 50 anos, pouco peso acrescentei à idade. Nesta época, já queria ler Cecília e Clarice. k.t.n.* in memória de avó.

Fatigada

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A vida me toca. Toco na vida. Como quem remexe Ferida profunda. Ela responde. Taciturna, imunda. É a passagem ... A miragem enganadora De retinas fatigadas. Colete de esmeraldas Superpostas em rubis. Fada inescrupulosa. Tecendo aliens e arlequins. Falta cor e cinza prata. À tocar no alheio. Passagem ligeira. O homem ofegante. Sussurrando cansaço. Dos dias gritantes. Esperançosos coitados. Fé que se move, Entre o arco e o espelho. E o menino cresce. k.t.n.* in desafio de vida 1 Curtir · · Promover · Compartilhar