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Amor

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E me dou amor  Seja do jeito que for   Amor Enlatado, in vitro Engomado, passado Amor,  amor Amor com dor     Com passas Alho e óleo  Massagem Peito e egos   Fronteiras inescrupulosas  Na rede, na rede  Amor, amor Condensado  chega ao leite   Respinga no seio quente  Embota os sentidos   Acalma Chafariz  gotejando Amor   Todo amor

Daisies

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Margaridas,  Dentro delas há um sol misterioso, Profundo e humano.  Simples na graça e bondade que inspiram.  Ternas e alegres.  Repetem-se aos pares em seus pedúnculos E nos sorriem,  Timidamente, como meninas Vestidas em suas jardineiras dominicais. k.t.n.&

Das delicadezas!

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Adoro rendas, sutilezas!   Belezas!  Raras, infinitas pequenas!  Par de esmeraldas!  Janelas espraiadas!  Mar assombrado Correndo para longe, Deixando nas vagas  Conchinhas na areia!  Estas ímpares e sem par,  Contar, contar...  sair,  navegar,  Pedras de anel e colar! k.t.n.&

No limite!

Cansada... muito... ! Limite, limite, limite... tem vez e voz! O outro tem o seu lado! Limite, limite, limite, tem voz! Tem paz e voz! Voz e paz! A lei do limite é a lei do silêncio! Limite, limite, limite! Se não pode beijar, deixe a cusparada! Não no chão, não quero limpar! Sujeira pouca é bobagem! Limite, limite, limite! No limite! Do chão, do avesso, limite! Cansei!

Tanto mar...

Tanto mar, tanto mar... Tanto por navegar! Ai, Camões... O que fazer nesta imensidão? k.t.n.*

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Se eu tenho pressa? _Não! Já cheguei. k.

Para António Ramos Rosa

Um poeta não morre. Amadurece. Dilui-se no oceano infindável das palavras. Fenece lentamente deixando as efemeridades da vida. Fruto do acaso. Nasce noutro lugar, brota mansamente. Pontilha horizontes. É Sol. É céu. é mar. É Lua. Fulgura! Atinge sombras abissais. Socorre gritos e ais. Poeta, oh, poeta! Finge sua dor, entrega todo o seu amor. Legítimo panteão da igualdade. Empresta o seu sorriso, a sua prece. Ligeiro desaparece, é só uma curva, em torno do rio. Ao longe, retorna sorrateiro. Despiu-se por inteiro!  k.t.n. in poetas não morrem, deixam ferida acesa.