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Pequeno - em reedição

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Senhor, Peço-te um poema! Um poema apenas. Pequeno. Singelo. Em que caiba um só gesto. Senhor! Atende-me! Dá-me uma palavra. Duas talvez. Mas o poema, Há de ser pequeno. Como pequena é a vida! Afastada deste cálice. Bebendo Vinhos e licores. Gesticulando Nada sério Vertendo e derramando. Então, Senhor! Atende-me nesta hora. É derradeira. Preciso dormir. Inspira-me Duas ou três palavras. Ajuda-me neste poema. Pequeno! k.t.n. in diminuta.
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Preparo uma noite de estrelas / Para sonhar com as valas / Com as luzes as centelhas / Noites de luar donzelas e cálidas / Noites noites noites, pálidas / Caídas de sono incendiadas e inertes / Rondando o meu quarto alfazemas e vasos / Cheiro aos espelhos contidos / Verniz e arames espremidos nas frestas / Noites amenas, serenas... / Sonho... / Não acordo, é cedo ainda / As árvores da rua precisam vestir as calçadas com mais folhas / A escuridão passa lentamente e durmo / E sonho / É primavera neste outono vazio / Doce espera dos líquidos derramados / Hora dos sempternos carneirinhos contar as visões / Muitas vezes incandescentes vertem lágrimas copiosas / Doutras sorriem largamente entredentes / Deixam entrever as flores e folhas que caem sobre o lençol da cama fria. k.t.n. in dormente.
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  "Se a noite escasseia as rosas são tênues." k.t.n. in infravermelho*

Planeta

Acordar com o amor! Na preguiça dos sentidos A não pressa, o esquecimento. O dar-se aos minutos, Ao movimento uniforme do Planeta. Jogar-se ao ritmo, A alma enclausurada pede. Cansada Atropelada  noutros tantos, ruidosos, gritantes. A flauta chora a falta de calma. Enamora o olhar Em seu ritmo precioso De bambu sonoro e rústico. E a busca. Além. Aqui. Perto. Em nós mesmos. A sinfonia inolvidável Da melhor letra. a m o r k.t.n.&

.l e g a l.

Sabe,   desta vez,    ou pela primeira vez achei você lindo e    .l e g a l.     É noite,     o efeito da noite, chuvosa.       Na noite se prepara um bom dia.   Então, boa noite!       Bjs.   k.

Garganta

Destoei minha garganta, rasguei o verbo, pus apelido. Agora revolto-me Para as fronhas do meu quarto E durmo o sono dos justos. k.t.n.

Fusca amarelo

Envelheci! O meu fusca ficou amarelo. Encheu-se de ternura. Rugas puras finas. Tez sisuda e compatível à pele fina dos tempos. Envelheci! Emprestei auroras. Dividi sementes. Praguejei os dias. Escapei dos julgamentos. E nem faz tanto tempo. Enterneci! Guardei os doces. Deitei as caldas. Derramei o mel. Entreguei faces sólidas. E nem faz tanto tempo. k.t.n. in tempo decorrido.