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Alegria

Hoje a alegria em festa, beijo em testa, muita paz, muito ar, muita vida. Hoje respeito dobrado, de vinte e cinco anos guardado, a hora chegou. Demorou, concretizou! Na imensa fome de gente, na imensa ternura. No acentuado da singeleza um bem cuidado tornando às faces, ................a liberdade. Dia pleno, certeiro, alvissareiro, inesperado, nos óleos tropicais do teu olhar. Na bagagem leve de se levar. Na inutilidade do que há de no caminho de se deixar. Embalando as friorentas, emprestando ao corpo às bocas sedentas, do guardado especial, para dias de festa. Somente tênis e camiseta. Somente. Nada dos oficiais, dos vestidos de tafetá afetados. Nada. Tudo deixado. O beijo levado para sempre. No teus lábios de promessa. Hoje, só hoje e para todo o amanhã. Esta grandeza, este conquistado está, enormemente, trancado! k.t.n.

Vôo

Hoje irei de 'poetinha', alma leve, fluindo no ar. Hoje nada de complicação, frases simples, frases feitas. O mesmo lugar, o mesmo passado, os mesmos sentimentos. As notas soltas, os laços, as luas, as nuvens... Hoje irei de 'poetinha'!Copo na mão, amores e teores. Mar, violão e paixão. Hoje! Principalmente, hoje, deixarei os melodramas, as cintilantes Descruzar os navios, encaixar no cais âmbar-citrino da flor da manhã. Guardarei os pesados, os estalidos, as estridências, o entre-dentes, o sobrancelho, as pestanas. Abrirei os olhos enormes, os cílios cingidos de par em par. Hoje sentirei esta paz, esta rede de deitar, o aroma cacau da delicadeza. A certeza da beleza. Hoje estarei Vinícius, poeta de bar em bar! k.t.n

Resedá in rose

Cortaram o meu resedá, sentenças em flores! Cuidado desvelado, um rosado de facções; Uma parte em pedaços alternativos de chuvas torrenciais, Esparramados e tão sozinhos jogados pela calçada... Penitentes, embora o caminho seqüencial Revele a tua face, o soturno birrento, a preguiça premeditada. O divino bizarro, o menino atrevido das calçadas e dos muros. Das manhãs e das noites e das tardes dormideiras. Enrubesce e se ergue em prece atitudinal, longitudinal... As mãos acima, vertical nas rosáceas que acenam, Das lágrimas das espirradeiras, da beleza contornada, Esculpida pelas tuas mãos nem sempre serenas. Era de muitas flores, de muitos sentidos, fantasia Em plena luz do dia, realidade morna, um propósito ... Que a ti torna, em teu contorno, em teu alento, Em tua paz e em teu tormento, meu resedá em flor! Das nuances do amor, do controverso bem e mal, resedá rosa de rua! K.t.N {Kátia Torres Negrisoli}

Blindado

Santo do Blindado A~e meu Santo do Blindado, Venho te pedir muito mais cuidado, Mais atenção e participação, Livra-nos dos males e de tanta confusão! Cuida das 'Katitas', das intempéries, das visitas. Também, cuida dos nossos sonhos na realidade constituídos. Permanece em atenção, de Norte a Sul, passe pelo Sudeste. Aqui, não parece, mas há cabra da peste. Leva os inauditos, as esquisitices, as fanfarrices. Deixa o tempo certo, a agenda cuidada, o trabalho dobrado. Não tem jeito, meu santo, não tem jeito! Pedimos tanto, Katitas em prece, mas o Senhor, parece que nos esquece. Mais uma vez, em teu louvor e em nosso favor, Não brinques em serviço, faze tua parte, tira de nós a arte. É hora de estudo, de muita concentração. Leva, para lá do céu, esta tamanha confusão. Em nome de todas as Kátias do Brasil. K.t.N.

Meninas

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As meninas de 12 anos Sorriem felizes as meninas de 12 anos Tiram suas fotos, compartem seus sentimentos, São pueris, risonhas, saudáveis... Têm em seus olhos sonhos, desejos, felicidade. Estas meninas possuem a saúde, o mistério da futura mulher. O encanto alvissareiro, a magia feiticeira, as maçãs domingueiras. São meninas, são garotas, são mulheres em construção. Dentro de si o germén da gostosa revolução, Da menarca a donzelas também sofrem crianças belas. Perdem o sono, sonham acordadas, olham ao derredor, Não estão sós, acompanham-nas o fértil materno, o orgulho paterno e a dispusta fraterna. Sofrem as meninas, pululam de incerteza a incerteza, Mas são somente meninas e já inteiramente mulheres. Como são belas! k.t.n.
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As flores das 9 horas Em degradê generosas Atravessam tuas grades Pronunciam-se nas frestas Cantam alegres as manhãs Flores das 9 horas Sorriem felizes seus matizes Neste instante, engrandecem Vertem preces as infelizes Do relógio da matriz Mostram o rosto e faceiras Encantam pobres passantes Beligeram longe dali Frágeis e singelas Esperam pacientes A hora de dormir São flores de esquinas, pequeninas engrandecem e floriem para ti. k.t

Comentários.........!

Desculpem-me por não responder aos comentários que me enviam e nem comentar os respectivos textos em seus blogs, porém não consigo publicá-los, não sei o que acontece. Kátia Os textos aqui postados ainda estão em fase de reedição. São esboços... Obrigada, pela visita. Deixe seu comentárioro, para o aprimoramento. Kátia