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Resedá in rose

Cortaram o meu resedá, sentenças em flores! Cuidado desvelado, um rosado de facções; Uma parte em pedaços alternativos de chuvas torrenciais, Esparramados e tão sozinhos jogados pela calçada... Penitentes, embora o caminho seqüencial Revele a tua face, o soturno birrento, a preguiça premeditada. O divino bizarro, o menino atrevido das calçadas e dos muros. Das manhãs e das noites e das tardes dormideiras. Enrubesce e se ergue em prece atitudinal, longitudinal... As mãos acima, vertical nas rosáceas que acenam, Das lágrimas das espirradeiras, da beleza contornada, Esculpida pelas tuas mãos nem sempre serenas. Era de muitas flores, de muitos sentidos, fantasia Em plena luz do dia, realidade morna, um propósito ... Que a ti torna, em teu contorno, em teu alento, Em tua paz e em teu tormento, meu resedá em flor! Das nuances do amor, do controverso bem e mal, resedá rosa de rua! K.t.N {Kátia Torres Negrisoli}

Blindado

Santo do Blindado A~e meu Santo do Blindado, Venho te pedir muito mais cuidado, Mais atenção e participação, Livra-nos dos males e de tanta confusão! Cuida das 'Katitas', das intempéries, das visitas. Também, cuida dos nossos sonhos na realidade constituídos. Permanece em atenção, de Norte a Sul, passe pelo Sudeste. Aqui, não parece, mas há cabra da peste. Leva os inauditos, as esquisitices, as fanfarrices. Deixa o tempo certo, a agenda cuidada, o trabalho dobrado. Não tem jeito, meu santo, não tem jeito! Pedimos tanto, Katitas em prece, mas o Senhor, parece que nos esquece. Mais uma vez, em teu louvor e em nosso favor, Não brinques em serviço, faze tua parte, tira de nós a arte. É hora de estudo, de muita concentração. Leva, para lá do céu, esta tamanha confusão. Em nome de todas as Kátias do Brasil. K.t.N.

Meninas

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As meninas de 12 anos Sorriem felizes as meninas de 12 anos Tiram suas fotos, compartem seus sentimentos, São pueris, risonhas, saudáveis... Têm em seus olhos sonhos, desejos, felicidade. Estas meninas possuem a saúde, o mistério da futura mulher. O encanto alvissareiro, a magia feiticeira, as maçãs domingueiras. São meninas, são garotas, são mulheres em construção. Dentro de si o germén da gostosa revolução, Da menarca a donzelas também sofrem crianças belas. Perdem o sono, sonham acordadas, olham ao derredor, Não estão sós, acompanham-nas o fértil materno, o orgulho paterno e a dispusta fraterna. Sofrem as meninas, pululam de incerteza a incerteza, Mas são somente meninas e já inteiramente mulheres. Como são belas! k.t.n.
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As flores das 9 horas Em degradê generosas Atravessam tuas grades Pronunciam-se nas frestas Cantam alegres as manhãs Flores das 9 horas Sorriem felizes seus matizes Neste instante, engrandecem Vertem preces as infelizes Do relógio da matriz Mostram o rosto e faceiras Encantam pobres passantes Beligeram longe dali Frágeis e singelas Esperam pacientes A hora de dormir São flores de esquinas, pequeninas engrandecem e floriem para ti. k.t

Comentários.........!

Desculpem-me por não responder aos comentários que me enviam e nem comentar os respectivos textos em seus blogs, porém não consigo publicá-los, não sei o que acontece. Kátia Os textos aqui postados ainda estão em fase de reedição. São esboços... Obrigada, pela visita. Deixe seu comentárioro, para o aprimoramento. Kátia

Cantinela

S'imbora entoar uma canção de ninar gente grande Embalar os sonos de breves instantes. Passear em teus olhos, pernoitar em tuas faces, Cantando ajeitados os derradeiros. E nesta cantilena preservar o tempo, Configurar a névoa, em frias cadências, Identificar o gosto, o alácre formado Na açucena que reverbera no teu céu palatal. E cantando e vociferando o cântico Cantar-te-ei ligeiro e embalar-te-ei docemente, Observando o balançar da cortina, Deixando as réstias ornadas de sol na frágua manhã, ainda, primaveril! Ornar os teus lábios, os teus seios, teus navios. Há um sabor alácre, há um adocidado. Há o som do vento. O imaginar-se, o fechar de olhos, O barulho tênue que atravessa a vidraça. Há o teu semblante, a rua, as alamedas. Há o teu perfume sutil atravessando esquinas. Hà o citrino da manhã de abril. E também o desmaio um quase febril. Um encanto. Uma atmosfera. Há o adormecer, o pertencer a esta imagem evocada do acaso. Da plena e intempérie bonança. A palavra, a miragm. Há ...

10/01/08

Para além da escuridão A chama da vela. Para além de cortinas fechadas,* A mais nova arandela. Novidade? Agora sou eu quem leva a vela Agora sou eu kem velo o sono Agora sou eu kem ilumina a rua. Agora a tarde é toda sua. k.t.n.